Fica Comigo (2017) força um suspense, mas é tão fraco quanto previsível (resenha sem spoilers)

Dentre muitas apostas da Netflix, uma vez ou outra, temos longas originais, mas que nem sempre acertam com suas histórias, e com “Fica Comigo”, que estreou dia 23/junho/2017, não é diferente. O filme passa a maior parte atiçando como se fosse um filme genial e, no final, só deixa o questionamento de o porquê ele ser relevante.

“Fica Comigo” até que começa de forma agradável, ao trazer Tyler (Taylor John Smith), que em meio aos problemas familiares, tem sua vida amorosa com Alison (Halston Sage) abalada. Não demora muito para que ele conheça Holly (Bella Thorne, da série “Scream“) e se aproxime dela. O que a garota não contava, no entanto, era que Tyler iria reatar com sua namorada.

O que começou com um romance bem teen trilha por um caminho diferente ao flertar com um suspense – mas calma que não se trata de uma reviravolta para fazer o filme, e “Fica Comigo” perde o fôlego nos seus poucos trinta minutos de duração. Diante do contexto, já dá para imaginar qual caminho o filme segue, não? É só lembrar de filmes como “Obsessiva”, de 2009, e “Colega de Quarto”, de 2011 para saber que o conteúdo aqui não é novo, e que já ultrapassa um enredo batido.

fica comigo

Tentar repetir a fórmula e, ao mesmo tempo, fazer de “Fica Comigo” algo grande é o que tem de pior aqui. Convencer de que é um feito positivo mesmo diante de sua previsibilidade não é a parte difícil – seu elenco carismático que honra os seus personagens garante isso. No entanto, para quem busca assistir algo com uma proposta para lá de excelente, esse não é o caso.

O que mais temos são filmes com esse perfil, onde o propósito não é de se destacar por novidades, e, sim, entregar mais do mesmo. O roteiro se apoia nisso, acreditando que irá entreter. Sem falar como é irritante saber exatamente como “Fica Comigo” será até mesmo no seu desfecho, sem nenhuma surpresa, e a sensação é de ansiedade para que termine o quanto antes. No geral, o longa se define com sua superficialidade sem criatividade, na espera de que seja um bom suspense.


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Felipe Oliveira

Gosto de tudo um pouco, mas me limito em não arriscar muito e talvez escrever seja o meu momento mais sincero no qual posso expor minhas ideias e pensamentos.