Erased (2016)

“A cidade perfeita…é a cidade onde apenas eu não existo.”

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 Primeiramente, animes nunca foram o meu forte. Não sei exatamente o porquê, mas apesar de minhas várias tentativas com as famosas obras orientais, poucas realmente me cativaram – dentre essas, posso citar Death Note e Pokémon. Recentemente, um grande amigo comentou que estava vendo um dos novos animes desse ano, que segundo ele envolvia viagens no tempo, um grande apelo emocional, e que não teria como eu não gostar. Ele não poderia estar mais certo.

Erased” (Boku Dake Ga Inai Machi, 2016) é um anime de 12 episódios sobre a história de Satoru Fujinuma, um mangaká com uma misteriosa habilidade: voltar no tempo para evitar tragédias, um fenômeno chamado Revival. Após se ver envolvido em um assassinato onde é o principal suspeito, acaba usando sua habilidade para resolver o caso.

Um dos pontos mais altos é a humanização dos personagens; todos despertam um sentimento ao telespectador, de apego a ódio total. Satoru consegue provocar empatia logo de início, muito pelas suas narrações ou pela relação com sua mãe, seja em 2006 ou em 1888, os anos em que a história se passa. Outro destaque é Kayo, personagem que sofre agressões em casa, e a forma como a desenvolvem é um grande trunfo da série, que consegue isso sem nada parecer exagerado, como costumeiro em produções desse tipo.

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Serem apenas 12 episódios foi ótimo para a história – talvez todo o mistério sobre a descoberta do assassino perdesse a força se fosse levada por mais tempo. Aliás, este mistério é um dos pontos onde o anime é mais criticado: para muitos todo o mistério sobre o assassino já havia deixado bem óbvio qual era sua resolução. Pode parecer controverso, mas naquele momento o ápice da história não seria a revelação, muito menos o depois. Todo o desenvolvimento, tanto da história quanto dos personagens, vale bem mais que o final.

Outra boa escolha foi não explicarem a origem dos Revivals; Satoru sempre os teve e no contexto do anime isso basta. Não é criada uma necessidade de explicação, visto que poderiam errar muito se partissem para uma linha mais científica, podendo até descaracterizar toda a forma mais “humana” de desenvolvimento do anime.

Toda a parte técnica é boa. A animação dos cenários e dos personagens são lindas, apesar de ficarem na média. Já a direção das cenas é excelente, principalmente as cenas de Revival.

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Erased vale muito a pena para quem procura algo curto e emocionalmente envolvente. Para os que não gostarem, não há com o que se preocupar: um Revival pode devolver todo seu tempo perdido e resolver a situação.

Ou será que não?

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Lucas Bulhões

Estudante de programação que odeia programar e que se arrisca a escrever nas horas vagas. Sonha em conhecer todo mundo sem ao menos conhecer a si mesmo. Libriano não praticante.