Resenha – Empire: Fama e Poder (2015) e o grandioso potencial da série

Quando se fala da arte da música trabalhada no mundo das séries é muito fácil nos lembrarmos de “Glee” – vale “Hannah Montana”? –, a saudosa série de drama musical da Fox que foi encerrada em 2015 com seis temporadas. Dentre a estreia da nova aposta para o gênero com “Rise”, temos também nomes como “Crazy Ex-Girlfriend”, a brilhante comédia dramática e musical da CW; a falecida “Smash”; a maravilhosa comédia musical “Galavant”, que infelizmente foi cancelada; a recente “Star”; “Nashville”, que passou por muitos obstáculos e ainda sobrevive; e sem deixar esquecer, “The Get Down”, cancelada depois da primeira temporada pela Netflix. Dito isso, em 2015 uma série abraçando a mesma temática de drama familiar envolvendo a música, chegou fazendo burburinho e se tornou referência de sucesso em audiência para emissora Fox. Essa beleza de nome e sons inconfundíveis se chama “Empire: Fama e Poder”.

Empire: Fama e Poder

O drama se estabelece da seguinte forma: Lucious Lyon (Terrence Howard) é um famoso rapper reconhecido por sair das ruas e alcançar sucesso na música, fazendo de “Empire” o império do seu legado. Descobrindo que sofre de uma doença terminal, Lucious decide eleger um dos seus três filhos – Hakeem (Bryshere Y. Gray), Jamal (Jussie Smollett) e André (Trai Byers) – para então comandar o seu império, colocando-os para combater as diferenças em nome do poder. Enquanto o trono de Lucious encontra a ruína, Cookie, a icônica ex-esposa (Taraji P. Henson) reaparece após passar dezessete anos cumprindo pena na prisão, disposta a recuperar tudo o que é seu.

Falando assim, parece que “Empire” se trata de um tremendo novelão,mas é olhando para a sua primeira temporada que se entende o sucesso e o potencial grandioso que um dia marcou uma audiência histórica para o canal da Fox. Estando atualmente na quarta temporada, “Empire” perdeu brilho e força desde a segunda temporada, e se tornou o que o espectador mais poderia temer: uma briga por fama e poder que caminha em círculos pisando em passos falsos.

Diante do piloto, a briga de gato e rato, de “planos” carregados de ódio e resistência entre Cookie e Lucious para ver quem cederia primeiro era evidente. É um aspecto que pode desanimar quem assiste logo na primeira temporada. Mas “Empire” fez mais. No cenário pela briga de fama e de poder, a música era o que movia a sua essência e isso foi feito com maestria na trama.

Empire: fama e poder a plenos pulmões.

Desde o primeiro momento, a música na série faz arrepiar os pelos do corpo. A sinceridade e a virtude de cantar com toda a alma se faz presente ali. O que parecia ser uma trama rica em previsibilidade, logo mostrou a sua qualidade. Não era o quesito “mais do mesmo” ser tão legal em “Empire” que tornava a série tão prazerosa de se assistir, era maneira de como a música e o desenvolvimento dos personagens trabalhavam em conjunto.

Ao som do hip-hop, depois do minuto de calmaria para incessante pela briga do poder, era através da música que os personagens ganhavam o espaço e voz para expressar todo o conflito travado. Conflito que se tratava bem mais do interesse para dominar o império Lyon e como a ruína do poder estava desfazendo e desgastando a todos que se estabeleciam – abrindo espaço para a amargura, traição, egoísmo, orgulho – como peças desse cenário.

Como dito, a música era cantada com toda a alma e isso move a essência de “Empire”. É gratificante sentir como a música é importante, sem falar dos excelentes números musicais para brindar perfeitamente com a série calorosa que ascendia de maneira excelente, esbanjando qualidade e poder.

Se a audiência de “Empire: Fama e Poder” não brilha mais como antes e sua trama não exala mais a qualidade de outrora, a primeira temporada sempre marcará o auge de um império que ainda não se desfez. Com doze episódios, o drama, a música e a excelência de “ser” fizeram da série um sucesso grandioso merecido, devido ao seu tamanho e potencial. Poderá “Empire” retomar o que é seu?

Empire
Ouça o álbum da primeira temporada clicando na imagem.

 


E você, ainda acompanha “Empire: Fama e Poder” ou abandonou? A série não é tão boa como antes? Responde aí nos comentários e participe dos nossos grupos no Telegram e no Facebook!

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Felipe Oliveira

Gosto de tudo um pouco, mas me limito em não arriscar muito e talvez escrever seja o meu momento mais sincero no qual posso expor minhas ideias e pensamentos.