Don’t Starve (2013)

“Hah, morreu. Clássico erro humano.”

WX78, o autômato sem alma

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Criado e produzido pela empresa indie canadense Klei Entertainment, Don’t Starve traz todos os elementos que um game de sobrevivência necessita. Fome, criação de itens, luta contra criaturas, medo do escuro, gerenciamento de itens, construção e destruição. Tudo carregado com uma pitada de humor negro, design fofo e macabro (digno de uma animação de Tim Burton) e personagens carismáticos.

O primeiro personagem com quem você começa o jogo é Wilson, “O Cientista Galante”. Sem nenhuma explicação, ele começa em uma floresta com um homem que diz que Wilson deve conseguir comida rápido antes que escureça. O homem, então, desaparece, e esta é a única dica que você terá ao decorrer do jogo.

A busca pela comida é inacabável, mas não é só isto que move o jogador. Tens que procurar por madeira e outros elementos para fazer uma fogueira para a noite, pois nenhum personagem pode ficar no escuro – algo na escuridão mata a todos. Temos também um gerenciamento da sanidade do personagem, que em certas ocasiões é prejudicada e em com algumas ações pode ser restabelecida. Com a sanidade baixa, o personagem começa a ter alucinações que com o decorrer da situação se tornam reais e extremamente agressivas.

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Além de toda essa atenção com o bem-estar do personagem, o game traz também criaturas hostis como cães assassinos, árvores vingativas, pássaros superprotetores e outros. As possibilidades de criação são incrivelmente amplas, dando espaço para ciência e também magia. A construção de um acampamento é algo necessário para sobreviver, mas a customização do mesmo é um pouco limitada.

Os outros personagens são desbloqueados com a quantidades de dias que o jogador sobreviveu na vida anterior – ou seja, o jogador deve morrer para continuar a evoluir. Isso traz um ponto interessante que é a curva de aprendizado de Don’t Starve. A curva de aprendizado é muito fluida, mas jamais será completa em uma só aventura. O jogador deve morrer muitas vezes até aprender o que criar primeiro, como criar e até estratégias de onde estabelecer seu acampamento (dica: perto dos búfalos).

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Em suma, o jogo é excelente. Mesmo que ele deixe sua própria história de lado, e o fato de ter diversos mundos e dimensões é quase que escondido, a sobrevivência e o carisma destes pequenos e mudos personagens deixam qualquer um viciado em poucos minutos. O fato de não ser um jogo fácil, como vemos tantos hoje em dia nessa era de jogadores mimados, apenas deixa o jogo mais louvável por ter feito o sucesso que fez.

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caiosantanasilveira

Professor, fotógrafo, sashônico, randômico e Mestre das Orcas às terças-feiras