Comentário | Três desenhos que marcaram a infância

Quando eu era criança, chegar em casa depois de um dia de aula e poder sentar em frente à televisão com uma xícara de café, ou às vezes um copo com suco e pão com margarina, era simplesmente recompensador, principalmente por causa dos desenhos animados. Ah… os desenhos que marcaram a infância. Eles vinham de diversas formas, universos, cores e formatos. Fossem eles voltados para a luta, esporte ou apenas para a comédia mesmo. Sempre era um bom momento e uma fase que eu definitivamente não vou querer perder da memória. Nunca.

Dentre diversas mudanças que aconteceram da minha infância até os dias de hoje – e houveram até bastantes mudanças, mesmo eu não sendo tão velho assim –, a identificação com o novo público, mais jovem e que já cresceu no meio de animações como A Hora da Aventura, é provavelmente a coisa que mais salta aos meus olhos. É uma ótima animação, sem dúvidas, mas se distancia bastante de boa parte dos desenhos que eu era acostumado a acompanhar de segunda à sábado, marcando sempre presença do início ao fim de cada episódio. As linguagens mudaram, as assinaturas gráficas também, e até mesmo o humor foi ficando um pouco mais refinado em algumas das animações atuais, mas seja como for, a antiga escola ainda dá um bom caldo, e hoje eu vim compartilhar com você, leitor, alguns dos desenhos que marcaram a minha infância.

Para começar, eu escolhi um que sempre me passou uma vibe bastante calma, sempre reforçando temas como a amizade e o relacionamento entre os pais e seu filho. O Pequeno Urso com toda certeza merece essa menção. O desenho, baseado numa série de livros com o mesmo nome, escritos por Else Holmelund Minarik (Little Bear, no original), teve 65 episódios que seguiam sempre a curiosa e divertida saga do Pequeno Urso e seus amigos Pata, Galinha, Coruja entre outros animais, sem esquecer de mencionar sua amiga Emily – essa era humana mesmo. Mesmo sendo um desenho bastante infantil, e que eu acompanhei quando tinha cerca de uns cinco ou seis anos, alguns pedaços dele ainda me são bastante memoráveis e eu definitivamente recomendaria para qualquer criança – ou para os pais também, né. Era sempre bacana ver como a família urso se relacionava entre si.

Existe um segundo desenho  – esse já mais recente comparado ao anterior – que tinha uma pegada mais educacional, mas nunca deixou de lado boas histórias e aventuras que empolgassem ao acompanhar. Este era Cyberchase: A Corrida do Espaço. Em Cyberchase conhecemos Jackie, Matheus e Inês, três amigos que se aventuram pelo espaço juntamente do seu cyber pássaro Dígito, que era bastante espertinho. O desenho criava situações muito interessantes em que os protagonistas precisavam usar conhecimentos diversos sobre ciências, matemática e lógica para combater Hacker, o vilão verde horrendo que eles tentavam a todo custo impedir de cometer suas barbaridades. O ambiente era super bacana, eles lidavam muito com relações interpessoais e diferença entre etnias, o que é ótimo, principalmente para um desenho voltado para crianças – fora que eles também tinham apetrechos muito bacanas e umas naves bem legais também.

O terceiro desenho que eu vou compartilhar aqui provavelmente seja um dos que eu sinto mais falta até hoje, Os Camundongos Aventureiros: As Aventuras do Camundongo do Campo e do Camundongo da Cidade – nomezinho extenso – mas que poderia ser facilmente resumindo por Os Camundongos Aventureiros. O desenho contava a história de Emily e Alexander – “formamos uma dupla legal!” –, dois primos camundongos que viajam pelo mundo todo visitando alguns parentes e resolvendo diversos mistérios e às vezes até fazendo uma pontinha em partes da nossa história, como a invenção do cinema e o voo do Zeppelin – mas claro que eles estavam só de passagem, não criaram nada disso. Em diversos casos eles acabavam por se deparar com um velho conhecido que aprontava todo tipo de coisa, o Sem Rabo Não Vale Nada – que por sinal é o melhor nome de vilão para uma animação contendo camundongos. A animação falava e ensinava bastante sobre lealdade e o poder de uma boa amizade, como bons amigos, sendo eles parentes ou não, sempre estão dispostos a ajudar os seus próximos sem precisar de uma retribuição – mas um queijinho de vez enquando caia muito bem.

desenhos que marcaram a infância

Para fechar eu quero fazer somente uma menção honrosa a um clássico que tenho certeza que todo mundo ao menos já ouviu falar – e nos temos texto sobre ele aqui! – que é o meu eternamente amado Pokémon. Eu literalmente cresci acompanhando as aventuras de Ash e Pikachu, passando por Kanto, As Ilhas Laranja, Johto, Hoen, Sinnoh e acabei parando por aí – com o tempo fui mudando um pouco as minha prioridades. Além de ser um universo fantástico para se estar imerso, a amizade entre Ash e Pikachu é uma das mais bem exploradas dos desenhos, e que já deve ter feito muito marmanjo molhar a bochecha por aí.

 


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Jardas Costa

PontoCaster, fã da DC e da Marvel (não DC vs Marvel), apreciador de um bom kalzone e sempre esperançoso por toda obra que está por vir, porque todo bom filme é uma boa forma de se compartilhar a vida.