Comentário | Estaria o Universo Cinematográfico da Marvel vivendo a sua primeira crise?

Em julho, todos aqueles que acompanhavam o mundo do cinema – especialmente o universo cinematográfico da Marvel – acabaram se deparando com uma notícia bastante chocante: a saída de James Gunn do universo Marvel após a Disney demiti-lo por causa de alguns tweets postados por ele cerca de uma década atrás. Agora, depois de digerir essa informação, foi oficialmente noticiado que a produção de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” está suspensa por tempo indeterminado. Estaria o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) passando pela sua primeira grande crise?

Vamos lá. Substituições não são exatamente uma novidade dentro da Marvel nos cinemas, temos uma lista até expressiva: os diretores de “Thor” e “Thor: O Mundo Sombrio”, Kenneth Branagh e Alan Taylor, respectivamente; Jon Favreau, que dirigiu os primeiros dois filme do Homem de Ferro; Joe Johnston, que ficou a frente de “Capitão América: O Primeiro Vingador” e até mesmo Joss Whedon, que foi responsável por estabelecer o estilo Marvel com seu trabalho em “Os Vingadores” e em “Vingadores: Era de Ultron”, entre outros. Mas diferente dos casos citados acima, a situação com o novo filme dos guardiões veio quando ninguém planejava uma substituição.

A Marvel/Disney tem carregado em seu histórico a fama de manter aqueles diretores que contribuíram de uma forma mais expressiva dentro do seu universo, um exemplo disso seriam os irmãos Russo, que permanecem ativos no MCU desde “Capitão América: O Soldado Invernal” e agora estão a frente da principal franquia desse universo.

A questão agora é, como eles não planejavam a saída de Gunn (muito pelo contrário, já que ele estaria envolvido em boa parte da expansão cósmica que o Universo Cinematográfico da Marvel vai passar nos próximos anos), colocar alguém à altura dos seus trabalhos anteriores para assumir a conclusão da sua própria franquia. Essa é uma tarefa não só difícil, mas perigosamente inflamável. Cada diretor que passou pela casa das ideias nos cinemas deixou algumas marcas e mudanças nos personagens que estavam envolvidos. O Thor de Taika Waititi talvez seja a maior representação disso.

Agora, temporariamente engavetado, “Guardiões da Galáxia Vol. 3” pode deixar uma lacuna nos planos já estabelecidos pela trupe de Kevin Feige. Cada filme desse universo acrescenta algo que pode ser utilizado em filmes futuros, até mesmo elementos chave como as joias do infinito – que foram cozinhadas desde 2011 para finalmente terem a sua grande aparição juntas em “Vingadores: Guerra Infinita”. É difícil dizer quais seriam os prejuízos causados a longo prazo, mas existem alguns que podemos listar como: uma conclusão insatisfatória caso não utilizem o roteiro escrito por James Gunn; uma mudança na linguagem já estabelecida entre os guardiões durantes esses quatro anos; o atraso na implantação de novos personagens para o Universo Cinematográfico da Marvel e até mesmo uma possível repercussão negativa para a franquia quando enfim estiver pronta para lançar o seu último capítulo.

Universo Cinematográfico da Marvel

O que nos resta agora é torcer para que os próximos passos dados dentro do MCU sejam estratégias muito bem selecionadas e que no fim de tudo os nossos queridos personagens tenham o desfecho que merecem em uma conclusão mais do que épica.

 


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Jardas Costa

PontoCaster, fã da DC e da Marvel (não DC vs Marvel), apreciador de um bom kalzone e sempre esperançoso por toda obra que está por vir, porque todo bom filme é uma boa forma de se compartilhar a vida.