Corrente do Mal (2014) – o medo que te persegue

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Título: Corrente do Mal (It Follows)

Ano: 2014

Diretor: David Robert Mitchell

Pipocas 6,5/10

É pessoal, a Semana Medonha chegou com força no PontoJão e no meio de tantos clássicos falados nosso cast especial de terror, venho aqui trazer algumas impressões minhas desse filme recente. Corrente do Mal (uma péssima tradução para It Follows), dirigido por David Robert Mitchell e lançado em 2014, tem uma premissa realmente sedutora e interessante com uma abordagem misteriosa sobre um pânico da modernidade. Quem nunca tremeu na base enquanto tinha a ligeira sensação de estar sendo seguido por algo ou alguém (vai dizer que nunca deu um pulo da cozinha pro quarto, de madrugada, achando que o capeta estava atrás de você?). Pois é mais ou menos isso que acontece no filme, a personagem principal, Jay (Maika Monroe), uma adolescente que leva uma vida sossegada se envolve com um rapaz. O casal tem um relacionamento bastante tranquilo até que o jovem conta pra moça, de uma maneira bastante macabra, que ele é portador de DST (Demônio Sexualmente Transmissível).

Corrente do mal

 

O rapaz é constantemente perseguido por seres, pessoas com rostos conhecidos, desconhecidos ou desfigurados, que o perseguem para matá-lo. A questão é que esses stalkers malignos só podem ser vistos por ele, o que faz com que ninguém creia na perseguição insólita e tenham o amaldiçoado por paranoico. De uma forma que não fica clara no roteiro, ele descobre que ele pode se livrar dessa maldição passando-a adiante caso tenha uma relação sexual com alguém e, após uma transa com Jay, ela é quem passa a ser vítima dessas perseguições sinistras. O filme tem boas sequências de jump scare (aquelas cenas que nos fazem pular no sofá), as personagens são carismáticas e os atores são bastante esforçados, os efeitos visuais são eficazes, mas a premissa, apesar de interessante, não se desenvolve para lugar nenhum, dando à audiência a sensação de que o roteiro está girando em círculos durante quase todo o tempo do filme.

Corrente do Mal

 

Ainda assim, com essas características mencionadas acima, e uma clara menção a esteriótipos oitentistas, adolescentes ‘burrinhos’ e a  máxima de que “quem transa morre”, já um pouco ultrapassados para a pós-modernidade, você pode garantir alguma diversão ao assisti-lo, talvez, quem sabe alguns sustos, mas não espere um novo clássico do horror.

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Hippie com raiva.