Comentário | Um recordatório para Stan Lee

O cameo de Stan Lee nesta vida se encerrou, e o que podemos pensar sobre isso?

Confesso que sou um leitor bastante tardio de quadrinhos, e com muita resistência assisti aos filmes da Marvel (sinceramente, ainda não são minha prioridade). Contudo, o rosto de Stanley Lieberman tornou-se conhecido para mim através de diversas entrevistas e participações em documentários ou qualquer outro tipo de conteúdo que estivesse minimamente ligado aos quadrinhos.

Era, e ainda será, um efeito dominó: como falar de quadrinhos sem falar de super-heróis? E como falar de super-heróis sem falar da Marvel? E como falar da Marvel sem falar de Stan Lee?

Impossível!

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É claro que jamais esqueceremos do inconfundível traço de Jack Kirby, ou do Homem-Aranha de Steve Ditko, mas junto disso, sempre nos lembraremos dos personagens que tinham as iniciais iguais, Peter Parker, Bruce Banner, Matt Murdock e tantos outros que, de alguma forma, fazem parte de conjuntos de valores nobres que devemos carregar em nossa vida cotidiana, afinal de contas, “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”.

E a responsabilidade de ser uma espécie de embaixador da nona arte foi magistralmente assumida por Stan Lee, que nos deixa com um nó na garganta e um aperto no coração, visto que não apenas Lee nos ensinou muito através das histórias, mas também nos educou através do bom humor em todas as suas aparições e de uma inquestionável aura de bom moço, digna de qualquer herói protagonista de algum dos seus títulos. E mesmo quem ainda não tenha lido nenhum quadrinho da Marvel (ainda), ou não entende muito bem quem é aquele senhorzinho simpático que aparece em todos os filmes legais de heróis, certamente teve contato com algum dos valores que Stan Lee impregnou indelevelmente na cultura pop.

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Lembro que, ao assistir ao desenho animado do Homem-Aranha e vendo os filmes dirigidos por Sam Raimi, pensava em como aquele personagem se via às voltas entre o que era conveniente e o que era certo, e como sempre fazia o certo apesar disso ser, muitas vezes, motivo de algum tipo de sofrimento. Só personagens quem têm alma são capazes de carregar esse tipo de mensagem.

Por fim, como o próprio diria ao encerrar a sessão de cartas das revistas: “‘nuff said!”

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Professor, redator, editor-chefe deste site. Sou um cosplay de baixo orçamento de mim mesmo. Parceiro do Erik no PontoCast e host do BancaCast. Não sei qual é o meu animal interior, mas não é uma chinchila.