Comentário: Punho de Ferro – 1ª Temporada (2017) vale a pena conferir

Este post contém pequenos spoilers, nada tão grave

Acompanhar a primeira temporada de Punho de Ferro foi uma experiência interessante, apesar de altos e baixos, a série não decepciona como parecia. Antes de qualquer coisa, tenho que confessar que não li os quadrinhos — algo que dificilmente faço — em que a série é baseada. A história apresenta Danny Rand, que 15 anos depois de ser tido como morto num acidente de avião no Himalaia, decide retornar para Nova York, a fim de encontrar respostas sobre o seu passado.

De fato, o piloto passou algumas das piores impressões sobre a série, despencando qualquer expectativa criada. No entanto, foi incrível como já no seu segundo episódio é desconstruído todo o problema de narrativa, sequências de ação e, principalmente, de seus personagens exceto o protagonista Danny (Finn Jones).

Punho de Ferro

Sem dúvidas, tivemos aqui o protagonista mais fraco do grupo dos Defensores. Nos primeiros episódios, vimos Danny tentando retomar o controle da empresa que pertencia ao seu pai Wendell Rand (David Furr), o que funcionou como plano de fundo — porém, ainda rende plots interessantes — para a sua verdadeira jornada. Diante de tantos conflitos a enfrentar, o que destoa o excelente desempenho na atuação Finn Jones é a tamanha ingenuidade do personagem. Além de terem sido repetitivas e irritantes, suas atitudes quebraram o potencial dos arcos desenvolvidos, chegando a ser até mesmo previsíveis.

Porém, se o protagonista não foi capaz de agradar, seus coadjuvantes definiram um dos melhores aspectos da temporada. Começando por Colleen Wing (Jessica Henwick) que, desde o piloto se destacava, e foi ganhando ainda mais importância. Acompanhar sua complexidade tornou-se um ponto muito bom; enquanto conhecíamos a moça, a sua química com Danny funcionava de maneira grandiosa. O que possibilitou ir além de apenas um grande carisma, foi a força e firmeza da personagem.

Punho de Ferro

Outro ponto positivo, e ao mesmo tempo bizarro, foi a relação da família Meachum. Vale ressaltar como cada um — desde Joy, Ward e Harold — é definido por suas camadas e os demônios que enfrentavam. Diante das complexidades dos personagens, podemos nos surpreender com as sacadas — que nem mesmo soaram repetitivas — e nuances, mostradas de maneira insana e carregadas de reviravoltas.

Felizmente, mesmo com o padrão de 13 episódios, a temporada não foi arrastada e sua narrativa foi trabalhada de forma eficiente, assim como a ação foi melhor desenvolvida. Porém, um fator que deixou a desejar é como o passado de Danny não foi muito bem explorado. Não que não foram dadas algumas respostas; aos poucos descobrimos como o dia do acidente ainda permeia o personagem, em outros momentos, é citado a grande arma que ele é, ainda assim, não temos um avanço; sempre voltamos ao mesmo ponto, e o que realmente faltou foi aprofundar mais a mitologia dos seus poderes. Se limitar apenas aos flashbacks que só atiçavam a curiosidade foi decepcionante.

Punho de Ferro

Punho de Ferro conclui sua primeira temporada, de maneira convincente, numa trama rica que nos remete e nos conecta aos já conhecidos heróis da Netflix, além de um excelente cliffhanger para uma possível segunda temporada. Mesmo que com algumas falhas, esse é o membro que faltava, e ainda que não seja o personagem que queríamos ou esperávamos, esse é o Danny Rand que nos foi apresentado. Depois desse capítulo, o que resta é tão somente nos prepararmos para a série receber Os Defensores.

Pessoal, novidade – entre no nosso grupo secreto no Facebook para discutir sobre Punho de Ferro e as outras séries da Marvel comigo. 

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Felipe Oliveira

Gosto de tudo um pouco, mas me limito em não arriscar muito e talvez escrever seja o meu momento mais sincero no qual posso expor minhas ideias e pensamentos.