Comentário: “O Temor do Sábio” (2011)

*Resenha originalmente publicada pelo site SuaEstante.

O livro continua a história de Kvothe, um adolescente inteligente que deseja se tornar Arcanista cursando a universidade, porém nesse segundo dia de conversa com o Cronista que registra suas aventuras ele se vê obrigado a abandonar a universidade por motivos maiores e começa uma jornada pelo mundo criado por Patrick Rothfuss.

O TEMOR DO SÁBIO

Ele acaba viajando bastante e o autor aproveita para nos mostrar toda a riqueza de detalhes, canções, folclore e histórias de seu universo. Ao longo da caminhada, vemos Kvothe se tornar parte desse folclore, uma lenda viva pelos feitos conquistados.

Sob a proteção e a serviço do Maer de vintas, que é um homem com poder e riqueza que se equipara ao rei, Kvothe se torna herói, assassino, mercenário treinado pelos Anderianos (guerreiros de ponta), além de se encontrar com a própria Feluriana (mistura de ninfa e “sereia da floresta”) no mundo dos encantados. Kvothe acaba encontrando o nome do vento algumas, vezes porém ainda sem controlar de fato a habilidade.

A personalidade de Kvothe vai sendo trabalhada no decorrer do livro, pois no primeiro (“O nome do vento”) ele vai de mendigo a aluno da universidade mas ainda não tem auto confiança; espalha somente boatos sobre seus feitos que, se comparados aos do segundo livro, são ínfimos. O fato é que no segundo livro ele ganha auto-confiança pelo feitos incríveis que ele consegue atingir, e pela primeira vez na história vai moldando sua reputação com um teor maior de verdades, fazendo com que ele se torne um pouco egocêntrico – o que eu considero normal para um jovem.

Ele, porém, não é só qualidades. Kvothe se mostra uma pessoa extremamente vingativa, principalmente no que se refere a Ambrose Dazno. Além disso, apesar de ser muito mais inteligente que a maioria, quando as pessoas o atingem nos pontos certos de seu ego (como falar mal de sua etnia ou de “sua” preciosa Denna) ele perde toda a razão e faz coisas estúpidas sem medir consequências.

Falando um pouco mais do primeiro livro, vemos que ele tem uma escrita mais infantil, onde você pode notar a intenção do autor em mostrar alguns valores morais que moldam a personalidade de Kvothe ainda criança e inocente. No segundo livro, temos uma escrita mais adulta, e isso me deixa curioso para saber o que veremos no terceiro volume, no que se refere a forma de apresentar a trama e os fatos.

_____________________________________________________________________________________

Essa resenha foi feita pelo blog parceiro do Resenhas, o SuaEstante. Para saber mais e conhecer esse site genial focado só em livros, só clicar no link ali de cima.

The following two tabs change content below.

erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.