Classicologia #25 – Grease: Nos tempos da brilhantina (1978)

“Eu tive o melhor verão da minha vida e agora tenho que ir embora. Isso não é justo.”

Grease - Nos Tempos da Brilhantina : Poster

Em vigésima posição na lista 25 greatest movie musicals of all time do AFI (American Film Institute), “Grease” é um dos musicais mais lembrados na cultura pop. Baseado em um musical homônimo, de 1971, esse filme, ao lado de “Os Embalos de Sábado à Noite” (1977), foi responsável por alavancar a carreira de John Travolta, e principalmente a fama como dançarino.

Grease conta a história de…

grease

Danny Zuko (John Travolta) e Sandy Olsson (Olivia Newton- John), casal adolescente que viveu um amor de verão. Quando as férias acabam, eles pensam que nunca mais iriam se encontrar, entretanto, Sandy acaba se matriculando na mesma escola que Danny. Para não sofrer brincadeiras de mau gosto por seus colegas, Danny esnoba Sandy.

Tell me more, tell me more…

A premissa de “Grease” é bem simples. Nada que fuja muito do estereótipo de outros filmes adolescentes. Entretanto, seus números musicais tornaram-se referências na cultura popular e é o grande diferencial. O filme “High School Musical” (2006) e série “Glee” (2009-2015) são alguns exemplos de pupilos de “Grease”.

A primeira música a aparecer no filme é justamente a mais famosa, Summer Nights. A letra mostra Sandy e Danny contando aos respectivos amigos as impressões de um sobre o outro durante o romance de verão que tiveram.

Outra música que marcou bastante o filme foi Greased Lightning, em que John Travolta mostra toda sensualidade, além da coreografia ter sido muito copiada mundo afora.

E, claro, temos You’re the one that I want, onde a personagem de Olivia sofre uma brusca transformação.

A abertura de “Grease” já era um diferencial e tanto, feita em animação, algo pouco comum para a época, e que deu o tom de jovialidade e rebeldia sempre associados aos anos 50, época em que a trama do filme é ambientada. Nela, aparecem alguns ícones da época, como Marilyn Monroe e Elvis Presley, por exemplo.

Grease deve ser assistido porque…

Além da maravilhosa química entre John Travolta e Olivia Newton-John, das músicas contagiantes e das coreografias divertidas e muito bem feitas, Grease é a representação dos anos 50. O estilo rockabilly, que vira e mexe vira tendência novamente, enche os olhos dos fãs de moda ou mesmo quem gosta de história. Esses anos foram responsáveis pela criação da NASA, ocorre a Guerra do Vietnã e há o auge do rock’n roll com Elvis Presley e, no cinema, James Dean fazia sucesso com “Juventude Transviada”.

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Tudo isso influenciou no comportamento dos jovens daquela época, cínicos e cheios de energia. Em “Grease”, o maior exemplo de toda essa revolução talvez seja a personagem Rizzo, interpretada por Stockard Channing. Ela é sexualmente livre, além de não se impor aos padrões do que é feminino e o que é masculino.

Divertido, jovial e contagiante: Grease é a palavra!

 

Classicologia é a coluna quinzenal de Nay Berger (me, myself and I!), e aqui tenho a intenção em tirar aquele “cheiro de poeira” dos grandes clássicos do Cinema mundial.

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