Batman: O Messias (1988)

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Nem só de “Uma Morte na Família” viveu Jim Starlin na DC. Com o Batman, o escritor também construiu essa maravilhosa minissérie, que foi publicada originalmente entre agosto e novembro de 1988 em quatro argumentos. A trama começa no esgoto de Gotham com Batman alucinado, preso, e sem saber exatamente o que está acontecendo. A narrativa de Starlin é primorosa no sentido de “entregar a história” na medida certa. Aos poucos, o leitor vai juntando as informações e vai entendendo o que está acontecendo. 

O argumento pode assustar um pouco no início, porque temos um Batman completamente debilitado, tendo suas forças completamente drenadas. A pergunta que o leitor deve estar se fazendo é: “mas o que o Batman está fazendo ali?”. Pois bem, dois fenômenos muito estranhos estavam acontecendo em Gotham, além de a criminalidade estar diminuindo, diversos moradores de rua estavam desaparecendo. Evidente que Batman sabia que isso não tinha nada a ver com ele e, por tanto, resolveu investigar. Porém, uma seita extremamente organizada chamada O Culto, liderada pelo Diácono Joseph Blackfire o capturou e o levou para sua base, os esgotos. Blackfire, ao organizar o Culto, deu conta de todas as partes do seu plano messias, resgatou/recrutou mendigos perdidos e deu a eles um lar (os esgotos de Gotham), uma comunidade (a seita), uma causa pela qual lutar (a paz em Gotham) e um Deus para um novo mundo pós-apocalíptico (ele mesmo). É surpreendente a força e a criatividade da narrativa, que dá conta de desenvolver questões extremamente complexas a respeito do Diácono e de seu plano em apenas quatro argumentos.

Outro show a parte é a junção das ilustrações de Bernie Wrightson, com traços que demonstram total crueza, pois a história em si é um murro na boca do estômago de tão direta e gráfica (ainda assim, nada comparado à Piada Mortal) e a variadíssima paleta de cores de Bill Wray, que dão um colorido sombrio aos argumentos, principalmente nas alucinações dos personagens.

Essa pequena redenção de Starlin, após o sofrível Morte na Família, é uma excelente leitura não apenas pelas suas qualidades já mencionadas, mas também porque é um argumento que se sustenta por si só. Não é necessário muito conhecimento sobre as HQs passadas do morcego para apreciar essa obra ao máximo.

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Batman: O Messias

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Professor, redator, editor-chefe deste site. Sou um cosplay de baixo orçamento de mim mesmo. Parceiro do Erik no PontoCast e host do BancaCast. Não sei qual é o meu animal interior, mas não é uma chinchila.