Batman- A Morte da Família (2012-2013)

Com os novos 52 vieram algumas coisa muito impressionantes, como a surpresa que foi Aquaman e o arco do Batman “A Corte das Corujas”. Continuando sua série com o aclamado “Morcegão”, Scott Snyder roteiriza junto com Peter J. Tomasi um novo perturbador arco, “A Morte da Família”. Apesar de que o arco principal fora contado no título Batman, a história se estendeu para quase todos os títulos da família dele, como Batgirl, Batman & Robin, Detective Comics, Mulher-Gato, Asa-Noturna, Capuz Vermelho e os Foragidos, Esquadrão Suicida e Jovens Titãs.

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Após ter tido seu rosto arrancado pelo Mestre dos Bonecos, Coringa passa um ano sem deixar nenhuma pista de seu paradeiro, deixando as pessoas mais aliviadas, mas não o maior detetive do mundo. Seu triunfal retorno trouxe muito sangue nas mãos do Batman e nas páginas do quadrinho, assassinando quase todo mundo no departamento de polícia de Gotham.

Coringa diz que quer que o Batman volte a ser o que ele era antes de seus pupilos, dizendo que eles o amoleceram. Então para ter seu “rei” de volta, ele planeja matar todos que Batman chama ou já chamou de “família”. O nome do arco é baseado em “Batman: Uma Morte Em Família“, na qual o Coringa matou o Robin da época, Jason Todd.

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O encadernado com o título “Batman: A Morte da Família” traz o arco principal apresentado no título Batman e algumas partes extras de algumas edições de Batman e Robin.

Além do magnífico roteiro de Peter J. Tomasi e Scott Snyder, que está se mostrando um “expert” em Batman, temos a ilustração muito bem detalhada e grotesca de Patrick Gleason e Greg Capullo, que mostra que seu trabalho em Spawn o preparou para esta obra. O Coringa com o rosto esticado e prendido de volta na cabeça dele com elásticos e ganchos compõe esta história que te deixa o tempo todo com calafrios.

Mesmo o encadernado tendo 252 páginas, você não conseguirá parar de ler. O plano doentio do Coringa e as tentativas do Batman de pará-lo antes que seja tarde demais te deixa inclinado em sua cadeira, aproximando seu rosto para pegar cada minúcia da arte e do texto.

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Por ser um herói que todos conhecemos desde criança e que muitas crianças ainda o conhecem e o amam, eu fiquei impressionado por terem lançado algo tão forte em violência e terror. Não é algo ruim para leitores mais velhos que cresceram lendo quadrinhos e agora querem algo com um teor mais adequado a sua idade, mas por ter sido um arco entregue no meio de um periódico me trouxe surpresa pela audácia. Com isso quero dizer que aqueles que tem filhos e querem apresentar quadrinhos a eles, observem o que estão lendo – não só a classificação indicativa do produto, mas também o que ele apresenta. Isto talvez fará com que a criança não leia coisas que não está preparada para ler e, de brinde, lhe traz uma conexão maior com seu filho ou filha, por conhecer o que ele gosta.

Por ser forte e perturbador – que eu gosto e recomendo -, e por fazer menção a outras obras já clássicas deste maravilhoso personagem, como “Piada Mortal” e “Uma Morte em Família“. Arte excepcional e roteiro intrigante fazem dessa obra um neoclássico.

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caiosantanasilveira

Professor, fotógrafo, sashônico, randômico e Mestre das Orcas às terças-feiras