Resenha | Atômica (2017) tem o estilo e a classe de uma boa espionagem

Estiloso, sofisticado, cheio de marra e de muita pancadaria. Qualidades e elementos extremamente bem explorados durante as 1h e 55 minutos de duração de “Atômica”, thriller de ação estrelado pela magnífica – e furiosa – Charlize Theron e com a presença de James McAvoy (“Fragmentado“), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), John Goodman (“Kong: A Ilha da Caveira“), Toby Jones (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”) e a belíssima Sofia Boutella (“Star Trek: Sem Fronteiras”). Dirigido por David Leitch, produtor do “De Volta ao Jogo” e de sua sequência “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”, e baseado na HQ “A Cidade Mais Fria”, lançada em 2012, o filme segue a história de uma espiã da Agência Britânica de Inteligência que é enviada para Berlim em busca de uma lista que contém vários nomes de agentes duplos que estão desaparecidos – lista essa que ele ficou encarregada de recuperar.

atômica

Título: Atômica (“Atomic Blonde“)

Diretor: David Leitch

Ano: 2017

Pipocas: 7,5/10

Desde sua primeira cena o filme já demonstra o seu apelo estético que varia de tons azulados para a evidenciação das cores em neon em outras sequencias, que quando presentes trazem um rico contraste para a tela. A primeira sequência do filme já destaca também a identidade musical do filme com a música “Blue Monday” da banda inglesa New Order, complementado por canções de David Bowie, Marilyn Manson e Tyler Bates – sem dúvidas, uma das melhores trilhas sonoras do ano.

atômica

O timing do filme é muito bem acertado, dividindo bem o tempo entre as cenas onde Lorraine (Charlize Theron) conta os acontecimentos da sua missão e as cenas onde a verdadeira ação acontece – e quando ela acontece, acontece muito bem. As sequências de ação do filme são bastante empolgantes, rápidas e muito bem coreografadas, contendo algumas sacadas bem inteligentes. Mas se é para falarmos das cenas de ação desse filme, existe uma em especial que merece um pouco mais de atenção: um plano sequência. Isso mesmo, aquele velha e boa cena em que não existe cortes e que nós acompanhamos o personagem como se fosse em tempo real, e aqui essa cena é grandiosa e muito sangrenta.

A presença física de Charlize no filme também é um dos seus pontos mais altos, evidenciando toda a grandeza de sua personagem, uma mulher extremamente habilidosa, resistente e badass. Mas os elogios não são contidos apenas para ela; James McAvoy também se mantém à altura de sua parceira de cena, trazendo um personagem com características dúbias e sempre tentando permanecer um passo a frente de todos os outros. Da mesma forma Sofia Boutella, que tem ganhado cada vez mais destaque e garantindo sua participação em diversos blockbusters recentes, aqui mostra todo seu talento e beleza.

Com um visual próprio e uma identidade marcante, “Atômica” consegue manter o interesse e investir na sua trama desde a primeira cena.  Suas sequências de ação são fortes, as atuações são muito boas e a trilha sonora com certeza merece ser apreciada. Um esforço que sem dúvidas valeu a pena ser feito; afinal, não é todo dia que vemos um filme como esse.

The following two tabs change content below.

Jardas Costa

PontoCaster, fã da DC e da Marvel (não DC vs Marvel), apreciador de um bom kalzone e sempre esperançoso por toda obra que está por vir, porque todo bom filme é uma boa forma de se compartilhar a vida.