Astronauta – Singularidade (2014)

A grande magia das graphic novels apresentadas no selo MSP são de trazer um pouquinho da nossa infância junto com elas. Seja por você gostar muito do personagem ou descobrir uma nova faceta dele, o sentimento de nostalgia é constante e acolhedor. Logo depois de me deliciar com Magnetar, Danilo Beyruth inovou com a sequência da estória do nosso Astronauta preferido, emplacando “Astronauta – Singularidade” nas lojas.

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Diferente da primeira edição, a inovação e o desconhecido são explorados nessa revista. Quem “narra” essa estória é a psicóloga do BRASA, responsável por atestar a saúde mental de Astro depois do incidente em Magnetar. Mostrando-se cansado com os testes e a monotonia da Terra, uma nova missão é dada a nosso herói: explorar um Buraco Negro, também conhecido como uma Singularidade.

Enquanto estamos acostumados a sempre ver Astronauta como um lone ranger, essa missão é acompanhada da psicóloga (chamada de Doutora por toda a HQ) e de um integrante da NASA, o Major, dando a Beyruth a chance de trabalhar na antítese de seu último trabalho. Em contraste com a solidão sempre presente em seus quadros sequenciais, o relacionamento é o ponto-chave dessa revista.

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Não podemos deixar de falar da arte de Danilo e das cores de Chris Peter, que conseguem ser mais impressionantes que em sua primeira empreitada em 2012. Singularidade consegue manter as estórias de Astronauta no patamar que merecem, e nos deixam ansiosos para qualquer coisa que venha da MSP produções, como se voltássemos no tempo e pudéssemos ser crianças de novo.

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