Resenha | A Place Further Than The Universe (2018) – o melhor anime do ano

O ano mal começou. Apenas a temporada de inverno foi concluída e inúmeros títulos grandes terão novas e aguardadas temporadas, ou seja, ainda é cedo para declarar qualquer obra como o melhor anime do ano, mas ainda assim eu o farei: A Place Further than the Universe (Sora Yori Mo Tooi Basho) será a melhor animação japonesa do ano. Estúdios terão que ralar muito para alcançarem o que a Madhouse fez aqui.

O anime trata de quatro adolescentes enfrentando adversidades, emocionais e físicas, numa aventura que as levará à Antártica, enquanto cada uma delas aprende a se tornar uma pessoa melhor no processo. Cada uma com suas reações distintas, mas que podem serem traduzidas na necessidade de preencher um vazio em seus corações e em suas vidas.

A Place Further than the Universe

Entretanto, não se engane. O foco do anime não é a viagem, e sim o valor da amizade, uma tema que pode soar clichê dentro da indústria dos animes e seus inúmeros shounnens, mas aqui a abordagem é completamente diferente. Não se trata de ficar reiterando a cada episódio que “somos amigos e vou protegê-lo”, não é assim que uma amizade é de verdade. Não há nada de errado com essa retratação, mas ela não funcionaria aqui. Sabe aquela amizade onde você sabe quando só precisa ouvir seu amigo desabafar sem dizer nada? Aquela amizade onde você não precisa se expressar para ter seus sentimentos entendidos e a distância gera uma saudades real e autêntica? Essa é a amizade que vemos ser formada, cultivada e colhida entre as quatro garotas de “A Place Further than the Universe”.

De brinde, o anime ainda fala sobre seguir seus sonhos sem medir esforços, não importando o quanto inalcançável pareçam, ou o quanto te digam para desistir, superando um desafio de cada vez e se apoiando nas pessoas que realmente fazem bem à você: seus amigos. Um tema que certamente tem potencial para atingir a todos.

Durante essa jornada de descoberta e muito frio, tudo é efetuado com uma primazia inacreditável. Animação, direção, dublagem, mixagem de som, roteiro, todos os aspectos são tão brilhantemente executados que é impossível não cair de cabeça nessa aventura junto às garotas e torcer por cada uma delas. Assim, o anime entra para meu hall pessoal de “animes que todo mundo deveria dar uma chance”, inclusive para não fãs do gênero. Assista “A Place Further than the Universe”!

 


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