Rumo à Guerra Infinita: Vingadores – A Era de Ultron (2015)

Três anos após o primeiro filme dos Heróis Mais Poderosos da Terra, chega às telas “Vingadores 2 – A Era de Ultron”, agora com o tal robô como vilão e sua pseudo “Era” já inserida no subtítulo do filme.

Título: Vingadores – A Era de Ultron (“Avengers – Age of Ultron“)

Diretor: Joss Whedon

Ano: 2015

Pipocas: 7,5/10

O filme começa no meio da ação, com os Vingadores já estruturados e treinados operando com precisão para resgatar o cetro do Loki que está nas mãos do Barão Von Stucker. Esse início nos presenteia com um dos frames mais sensacionais do MCU, digna de uma capa de quadrinhos bem irada.

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Durante a porradaria são mostrados os irmãos gêmeos Mercúrio e Feiticeira Escarlate, malandramente sugados do universo dos X-Men por alguma desculpa boa demais pra ser refutada criada pelo menino produtor do MCU, Kevin Feige. Além disso, Tony Stark tem uma visão catastrófica ao tocar o Cetro, que agora revendo o filme para escrever esse texto, me cheira muito a uma previsão do que está por vir em “Guerra Infinita”, e como o Cabeça de Lata pode alterar o tempo e espaço para desfazer de novo alguma burrada causada por ele mesmo.

Falando em burrada, temos o vilão do filme. É, infelizmente temos que falar de Ultron nesse texto. Gerado por uma tentativa de desenvolver um sistema de proteção mundial, Tony Cachaça e Bruce Banner acabam por criar/descobrir (pode ser que Thanos esteja por trás desse ataque, inclusive) uma inteligência artificial que tem como objetivo existencial acabar com os Vingadores. Nos trailers, tínhamos uma percepção de que Ultron seria um dos vilões mais sinistros da Marvel nos cinemas, mas nos deparamos com uma criança desamparada querendo impressionar seu pai com um brinquedo enorme que vai destruir a Terra: uma bola de gude gigante que vai de encontro a uma bola de gude maior numa biriba genocida.

era de ultron
“Ser ou não ser…”

A crítica ao vilão pode ser por causa da minha expectativa? Talvez, visto que sempre é assim. Porém, nos quadrinhos, o Pinóquio do Inferno orquestra ataques incisivos a organização dos Vingadores, ao ponto de desestruturar a equipe. Aqui, contudo, nos contentamos com suas piadas e seu plano meia-boca como tudo que vamos conseguir dele. Pelo menos, no meio disso tudo, temos um desenvolvimento muito maneiro da família do Gavião Arqueiro e do personagem em si, dando destaque na ironia dele ser apenas “um cara com um arco” entre seres superpoderosos.

Puxando um pouco mais o saco metálico do Homem de Ferro, é nesse filme que é apresentada a aguardada armadura Hulk-Buster numa bela treta que está lembrada no hall das belas tretas do MCU. E tem o Visão também, tadinho, que serve para derrotar o Ultron chorão com uma chupeta em forma de raio-da-joia-da-alma, encerrando o filme de maneira anticlimática. Em suma, “A Era de Ultron” é um filme que tenta ser a continuação do marco que foi o primeiro “Vingadores”, mas com pouco conteúdo e peso, se apoiando em comédia e perdendo o impacto épico. É, pelo menos, um bom filme para aprofundar os personagens, deixando a esperança de que “Guerra Infinita” consiga ser, se não mais dramático, pelo menos mais intenso.

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Marvete declarado, Editor de Podcast e juramentado ao canal de culinária medieval Cozinha dos Tronos.