A divulgação e a notícia: o quão desesperados estamos por migalhas de informação?

Livros, filmes, séries, HQs, álbuns: são algumas citações de muitos aspectos que envolvem a grande massa de entretenimento à qual somos atrelados e consumimos a todo tempo. É totalmente normal ficarmos ligados e na expectativa em um novo projeto de autores e autoras favoritos, como também no ator o qual admiramos sua extensa filmografia ou no diretor consagrado. Para nos desvencilharmos um pouco da ansiedade e curiosidade que nos remete, um simples boato já é o suficiente para enchermos os olhos; imagens, pequenas descrições, ou qualquer outra informação que satisfaça tal sensação. Contudo, dentre as diversas notícias que surgem no material de divulgação, o quão relevantes elas provam ser?

O quão estamos desesperados por essas notícias a ponto de as mesmas se tornarem também? O hype é grande, meus queridos leitores, mas cada postagem sobre o novo pôster sobre a segunda temporada da queridinha série da Netflix, Stranger Things, empolga mesmo ou cai no esquecimento logo após uma outra “notícia” mais interessante surgir em poucos minutos? Estou falando de um importante material de divulgação, mas com certeza, até 27 de outubro, quando foi a estreia da série, não nos lembrávamos de um terço deles.

Ficamos tão desesperados por uma novidade que nem mesmo a primeira imagem de determinado filme em que um dos componentes do elenco aparece pode ser o suficiente, quando a divulgação não atende as expectativas que o alarmante título indica.

divulgação

Não bastando o lançamento de um novo pôster ser a pauta de uma postagem, a divulgação da duração de um longa tem sido cada vez mais comum, sendo que se trata de uma informação que um site pode fornecer, ou melhor, no panfleto sobre as sessões disponíveis para o filme no momento em que uma pessoa estiver na fila da bilheteria para comprar um ingresso. O que pode ser resumido em uma linha, é preenchido com demais informações que já lemos outrora. O quão desesperadas estão as notícias? Nisso, podemos entrar em um ponto engraçado: se o tipo de “notícia” passa uma ideia tão vaga, depois de clicarmos na postagem e em poucas palavras termos o que queríamos saber, o quão relevante é essa notícia?

A recepção dos teasers dos trailers – que anunciam – e atiçam – para o vídeo de divulgação que será compartilhado brevemente – os quais que, somados aos sneaks peeks, rendem uns quinzes minutos de um filme –  demonstram que o problema não reside somente na estrutura, mas em nós, consumidores, que bebemos de cada gota de informação, seja nova ou reciclada. No fim das contas, a utilidade da notícia fica em segundo plano – afinal, não deixam de entregar a novidade que queríamos, certo?

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Felipe Oliveira

Gosto de tudo um pouco, mas me limito em não arriscar muito e talvez escrever seja o meu momento mais sincero no qual posso expor minhas ideias e pensamentos.