A Convergência da DC Comics (2016)

 

Uma profusão de personagens de diferentes linhas temporais e realidades paralelas se digladiando, vivendo e morrendo. Isso já virou marca registrada da DC Comics, e não seria diferente nesse evento que chegou no Brasil nos meses de fevereiro e março: A Convergência. A série foi lançada completa nos Estados Unidos no ano passado e durou dois meses com revistinhas novas chegando às comic shops semanalmente. Felizmente, para nós brasileiros, aqui a série também sai em dois meses, mas sem revistinhas semanais: uma parte saiu em fevereiro, e a outra em março. Desespero para quem não quer esperar futuros encadernados e vai comprar tudo de vez e correr risco de um divórcio: vulgo eu.

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Convergência mostra-se um excelente coringa da editora, pois mata dois pinguins com um batrang só; primeiro traz de volta diversos personagens que caíram no ostracismo de uma linha temporal ou realidade paralela abandonada,e isso é muito divertido, pois estamos falando da riqueza de uma editora que completou 75 anos. O segundo morcego, é justamente a comemoração desse aniversário que, até os marvetes têm de admitir, é épico, afinal de contas, 75 anos no mercado não é para qualquer um. É muita história (em quadrinhos) para contar. Nesse caso, a solução encontrada para revisitar todos esses personagens foi que Brainiac, num passeio por vários mundos paralelos, resolveu escolher e aprisionar cidades inteiras com seus habitantes e seus superseres num mundo vazio. Num dado momento, Telos, um adorador/servo de Brainiac resolve executar o plano de seu senhor, pondo as cidades para lutarem entre si até que apenas o mais forte sobreviva.

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Telos

Para que a Convergência aconteça, as revistas mensais foram paradas (lá fora todas, aqui quase todas, só os Verdes, Lanterna e Arqueiro, que não). Li apenas os dois primeiros números, mas vou correr para a banca adquirir o resto, pois quero/preciso dessa run completa. A ideia desse evento pode não ser das mais criativas, visto que a própria DC fez algo do tipo em outras sagas, mas é um fôlego muito bom de se dar entre as controvérsias que subiram do universo cinematográfico em BvS e o anúncio do reboot que não é reboot, vulgo Rebirth.

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Professor, redator, editor-chefe deste site. Sou um cosplay de baixo orçamento de mim mesmo. Parceiro do Erik no PontoCast e host do BancaCast. Não sei qual é o meu animal interior, mas não é uma chinchila.