Lista #3 – 5 Coisas que Aprendemos com o Clube dos 5

O icônico The Breakfast Club (O Clube dos Cinco, no Brasil), é definitivamente uma preciosidade dos anos 80. O filme, lançado em 1985 e dirigido por John Hughes é um marco dos filmes sobre o High School americano da época e acabou virando cult por apresentar uma realidade que pouco mudou (e pouco muda) com o passar do tempo: as pressões no processo de formação de personalidade dos adolescentes, e como todas essas pressões terminam por posicioná-los socialmente.

Os cinco personagens em quens o roteiro é centrado não tem absolutamente nada em comum, num primeiro momento, exceto pelo fato de estarem cumprindo detenção juntos num sábado. O ambiente da sala de detenção possibilita que eles dialoguem entre si e descubram que são mais parecidos do que pensam. Vejamos que lições um cérebro, um atleta, uma neurótica, uma princesa e um marginal têm para nos mostrar. 

1 – A Vida de Ninguém é Fácil

Se você está sempre sozinho porque ninguém liga pra aquilo que você faz ou deixa de fazer; se as pessoas com quem você convive se importam tanto com você que exigem coisas absurdas; se quem convive com você te mima até te estragar e isso cria um padrão que, por mais incômodo que seja, não pode ser mudado; ou se simplesmente todo mundo que deveria se importar te ignora; não importa, a lição que fica é que todos têm problemas e que é injusto classificá-los como mais ou menos aceitáveis comparando as questões de pessoas diferentes.

2 – A Guerra das Expectativas

Maiores, menores, plausíveis ou não, elas existem, vem de todos os lados e muitas vezes não condizem com as nossas e lidar com elas pode nos levar a vários caminhos. No caso do filme são cinco (suicidar-se com sinalizador, ser um marginal, ter a existência baseada na aparência, colar a bunda de alguém com fita ou ser essa pessoa maravilhosa que a Allison é).

3 – Cada um no seu Quadrado

A partir de um certo momento, todos eles compreendem que o momento pelo qual estão passando na detenção é algo único e eventualmente a questão “nós vamos continuar nos falando depois disso?” é trazida. Talvez esse seja um dos pontos em que, ao final do filme, seja perceptível que houve uma boa condução do roteiro, pois, apesar da formação de casaizinhos e tudo, é muito difícil imaginar os cinco discutindo os resultados dos seus exames finais no Burger King. Mais uma vez, o filme é uma crítica aula de realidade sobre as construções dos grupos sociais, que entre adolescentes são surpreendentemente segregacionistas e cruéis.

4 – Mexer com o Touro é Inevitável…

… nesse caso, por que não tornar esse momento de confronto da vida útil? O filme todo trata de os jovens estarem em constante conflito suas próprias identidades, assumir o que dizem ser ou mudar de alguma forma, tornar-se, ou não um reflexo de seus pais, ou do que o mundo espera deles. Se eles tiveram de fazer isso, ao menos dançaram um pouco.

5 – Não se Esqueça 

Citando Charlie Kelmeckis de The Perks of Being a Wallflower (As Vantagens de ser Invisível, olha o link de filmes High School) “[…] existem pessoas que se esquecem como é ter dezesseis anos quando fazem dezessete.” Pois é, uma das canções de O Clube dos Cinco chama-se Don’t You (Forget about me), e com certeza não é à toa: um filme que fala tanto de identidade, e da formação dela, não pode deixar de citar a memória de quem se é.

That’s all folks!

Continuem acompanhando o blog e não se esqueçam de curtir e compartilhar a nossa fanpage no Facebook e nos seguir no Twitter!

The following two tabs change content below.
Hippie com raiva.