Hitman: Agente 47 (2015)

“Eu sempre cumpro meus contratos.”

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Título: Hitman: Agente 47 (“Hitman:Agent 47”)

Ano: 2015

Diretor: Aleksander Bach

Pipocas: 7/10

Hitman é mais uma franquia de jogos de “Assassinato Stealth” . Lançado em 2000 com o primeiro jogo, “Hitman: Codename 47” conquistou público e crítica e gerou mais 5 jogos em 15 anos, sendo um ainda pra lançar esse ano. O imenso sucesso demorou 7 anos pra chegar às telonas com o filme Hitman (2007), filme pouco aclamado pela crítica.

Vemos agora, 8 anos depois, uma nova tentativa de trazer o Agente 47 ao cinema. Dessa vez, vivido por Rupert Friend (Orgulho e Preconceito e Homeland), o assassino divide a estrela do filme com a jovem Hannah Ware (Shame). Hitman, Agente 47 conta a história de Katia van Dees (Hannah Ware) e sua busca pelo Dr.Delriego (Rolf Kanies) e a luta que ela enfrenta ao ser pega no meio de uma guerra entre o Sindicato (segunda em menos de um mês) e o Agente 47.

Como eu sou grande fã da sequência desde o primeiro jogo lançado, fui assistir o filme com poucas esperanças de que a adaptação seguisse o ritmo tenso e ao mesmo tempo explosivo do jogo, e fui acompanhado de amigos que pouco conheciam da franquia. Foi curioso notar como existiam dois filmes completamente distintos em exibição ao mesmo tempo.

Para os que não conheciam a franquia, o filme se desenrolava como um casual filme de ação, onde um super espião enfrentava outro super espião para ver quem era superior no final. Com explicações curtas e diretas o filme teve em boa parte de seu tempo o ritmo acelerado que um filme de ação precisa, sem se preocupar com ações sobre humanas que os protagonistas faziam, com os momentos de desenvolvimento que um filme de espionagem exige.

Por outro lado, os que conheciam a franquia, como eu, viam uma grande atuação do Rupert como Agente 47. Com muita presença e chegando a gerar momentos de ansiedade em suas cenas solo. Diversas referências às franquias dos jogos, como as icônicas pistolas .45, seu letal Garrote e seu laptop com a marca registrada da série, até pequenas referências como os sacos de corpos usados pra esconder as vítmas e a rápida e eficiente troca de roupa para se mesclar à multidão.

47

O filme, por essa pegada dupla, pecou em algumas partes em ambos os lados. Com uma apresentação fraca da personagem em destaque, Katia van Dees (personagem exclusiva do filme), que por mais que não tenha influenciado no peso e presença no restante do filme, deixou a desejar na construção muito acelerada da personagem. Informações que não foram bem explicadas ao publico não-jogador que deixaram vazios na história, e a rápida mudança de atitude do Agente 47 que nos jogos precisou de 3 franquias pra se estabelecer e pouco menos de 1 hora de filme que levemente me irritou.

Resumindo, é um filme bom que tem pequenos erros de quem tentou atingir um público mais abrangente, mas não achou a fórmula pra fazer isso com a maestria que Homem Formiga teve. Em mês de “Missão Impossível”, “Hitman: Agente 47” manteve o conceito dos jogos até o final. Discreto mas efetivo.

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