13 Sins (2014)

“You don’t play the game. It plays you.”

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Título: 13 Sins

Diretor: Daniel Stamm

Ano: 2014

Pipocas: 8/10

O que você faria se, uma semana antes de se casar, fosse demitido? Além disso, por ser demitido, seu irmão com problemas mentais perdesse o auxílio do plano de saúde? E se seu pai idoso fosse despejado também? Sem falar na sua noiva grávida, claro. E se seu celular tocasse e uma voz de apresentador de programa lhe falasse para matar uma mosca por U$1000 e a comesse por mais U$3000? Esses são só os primeiros 10 minutos do insano “13 Sins”.

O filme, uma refilmagem de uma produção Tailandesa chamada “13 Desafios”, começa com um trágico dia para Elliot Brindle (Mark Webber, o Stephen Stills de Scott Pilgrim contra o Mundo), onde ele passa por todo o primeiro parágrafo desse texto. Sempre correto, vivendo pelas regras, ele se vê endividado e sem saída para seus problemas intermináveis. Enquanto espera o sinal abrir em um cruzamento vazio, seu telefone toca e ele recebe a notícia que foi selecionado a participar de um jogo em que ele ganharia dinheiro a cada desafio que completa-se. O primeiro, uma coisa simples: matar a mosca que o importunava dentro do carro. Feito isso, $1000 dólares são depositados em sua conta. Logo depois, é pedido que ele coma a mosca por mais $3000 dólares. Todo desafio é recompensado por uma quantia cada vez maior de dinheiro, e a desistência acarreta na perda de todo dinheiro recebido.

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O problema para Elliot é que cada fase desse jogo procura envolver mais terceiros, e normalmente configura um crime. A solução para isso? A voz do outro lado da linha garante que, ao completar todas as treze fases, tudo estará resolvido, e o jogador, rico. Enquanto completa a terceira e quarta fase – respectivamente, falar para uma criança que os pais não a amam e botar fogo em um presépio -, os crimes de Elliot chamam a atenção de um detetive local (Ron Pearlman, o eterno Hellboy), que começa uma calma perseguição ao jogador.

A medida que o filme avança percebemos as mudanças que cada pecado traz ao personagem de Webber, fazendo jus ao objetivo do Jogo em si: qualquer um pode ser transformado em um monstro. Mesmo que ele procure minimizar os estragos que cada fase produz, suas ações o levam a buscar mais e mais ganhos, focando só a recompensa do 13° desafio. A obra também introduz um pouco de mistério em sua execução quanto a origem do jogo e um outro jogador que deixa a trama bem mais interessante.

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Sem mais delongas e com uma promessa de 1h30min de diversão macabra, adianto que esse não é um filme bonito. Sua exposição de sangue e violência o levam ao R-rated, mantendo a experiência de ver um filme que te perturba ao mesmo tempo que te diverte. Mesmo que todas as ações dos personagens te levem a desprezá-lo, não dá para conter o riso com os resultados das mesmas, como quando Elliot troca todos os pertences de um mendigo por um avestruz. Por fim, se você não se importa em ver crimes hediondos e muito sangue na tela – e até mesmo adorar esse tipo de filme – “13 Sins” é um ótimo filme pra você!

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